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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Dia da Reforma Protestante - (497 anos)


Hoje comemoramos os 497 anos da Reforma Protestante. A Reforma Protestante foi um movimento reformista cristão culminado no início do século XVI por Martinho Lutero, quando através da publicação de suas 95 teses, em 31 de outubro de 1517 na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, protestou contra diversos pontos da doutrina da Igreja Católica Romana, propondo uma reforma no catolicismo romano. Os princípios fundamentais da Reforma Protestante são conhecidos como os Cinco solas (descritos na imagem ao lado).


Talvez você esteja pensando, e eu com isso? Na verdade, TUDO!!!
Independente da posição denominacional quase todo (senão todo) o meio evangélico contemporâneo é fruto da Cosmovisão dos Reformadores. Mesmo em posições que divergimos deles, vemos a influencia da reforma sobre a Teologia Moderna. Uma das máximas da Reforma é “Ecclesia Reformata et Semper Reformanda est” = Igreja Reformada sempre Reformando.
Isso Posto, a pergunta é a seguinte:

  1. Será que as igrejas conhecidas como Históricas não estão esquecendo deste apelo de "sensibilidade quanto ao tempo"?
  2. Será que as igrejas que não se incluem no grupo "Histórico" não estão precisando retornar a simplicidade das Escrituras?
Deixe seu Comentário!

(Obs* - O objetivo aqui não é atacar nenhuma denominação ou grupo, antes, é discutir sobre a relevância do tema, com amor e respeito).

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O Tempora, O Mores: O Inferno em que Rob Bell se Meteu

Acabo de ler a entrevista que Rob Bell deu à revista VEJA desta semana (28/11/2012) com o título “Quem falou em céu e inferno?”. A entrevista provocou intensa polêmica nas redes sociais. Rob Bell se tornou uma figura polêmica quando passou a pregar a salvação de todos os seres humanos no final (universalismo) negando, assim, a realidade do inferno. Este ano ele deixou a igreja que fundou, a Mars Hill Bible Church – não confundir com a Mars Hill Church do Mark Driscoll, uma não tem nada a ver com a outra – para se dedicar ao ministério itinerante percorrendo, segundo a revista VEJA, “o mesmo circuito das bandas de rock”.

Inteligente, carismático, conectado e bom comunicador, Rob Bell tem atraído muitos jovens evangélicos no Brasil, especialmente após o lançamento de seu livro O Amor Vence no ano passado e seus vídeos muito bem produzidos no YouTube.

Achei a entrevista dele extremamente esclarecedora, mesmo considerando que estas entrevistas são editadas e por vezes amputadas pelos editores e raramente publicadas na íntegra. Se o que temos na VEJA é realmente o pensamento de Rob Bell, então declaro aqui que poucas vezes na minha vida vi uma figura religiosa de prestígio se contradizer tanto em um espaço tão curto. É por isto que esta entrevista é esclarecedora. Qualquer evangélico de bom senso, que tenha um mínimo de conhecimento bíblico e que saiba seguir um raciocínio de maneira lógica irá se perguntar o que Rob Bell tem que atrai tanta gente.
Vou começar reconhecendo o que não há de tão ruim na entrevista. Bell se posiciona contra o aborto e reconhece as limitações do darwinismo para explicar a totalidade da existência, embora aceite que Deus poderia ter usado o processo evolutivo como o método da vida. 
Bell também está certo quando diz que céu e inferno são “como dimensões da nossa existência aqui e agora”. Concordo com ele. Os ímpios já experimentam aqui e agora, alguns mais e outros menos, os sofrimentos iniciais do inferno que se avizinha. Da mesma forma, os salvos pela fé em Cristo, pela graça, já experimentam o céu aqui e agora, embora de forma limitada. Lembremos que Jesus disse que quem crê nele já tem a vida eterna. O Espírito em nós é o penhor da nossa herança e nos proporciona um gosto antecipado do que haverá de vir.
Surpreendente para mim foi ver que nesta entrevista Bell não nega o céu ou o inferno depois da morte, mas sim que possamos saber com certeza que eles existem depois da morte. Nas suas próprias palavras, “acredito que céu e inferno são realidades que se estendem para a dimensão para a qual vamos ao morrer, mas aí já entramos no campo da especulação”. A “bronca” dele é com a certeza e a convicção que as igrejas e os evangélicos têm de que após a morte existe céu e inferno. “Vamos pelo menos ser honestos. Ninguém sabe o que acontece quando morremos. Não tem fotografia, não tem vídeo”. É claro que, por este critério, também não podemos ter certeza se Deus existe ou que Jesus existiu, pois não temos nem foto nem vídeo deles – que eu saiba...

Nesta mesma linha, ao se referir ao fato de que acredita que Deus ao final vai conquistar todos, diz “não sei se isso vai acontecer, também não sei o que acontece quando morremos.”

Então, tá. Não sabemos o que acontece depois da morte. Mas é aí que começam as contradições de Rob Bell. Ao ser perguntado se Gandhi, que não era cristão, estaria no inferno, ele responde “acredito que está com o Deus que tanto amou”. Isso só pode ser o céu, certo? A resposta coerente e honesta com seu pressuposto seria “não sei”.

Da mesma forma, quando a revista pergunta sobre Hitler, se ele está no céu, Bell responde que Deus deu a Hitler o que Hitler buscou a vida toda, “infernos para si e para os outros”. E acrescenta “qualquer reconciliação ou perdão, nesse caso, está além da minha compreensão”. Se esta resposta não quer dizer que Hitler recebeu o inferno da parte de Deus depois da morte não sei o que mais poderia representar. A resposta coerente e honesta deveria ter sido esta: “não sei”, o que significa dizer que ele admite a possibilidade de Hitler ter ido para o céu.

À certa altura o jornalista perspicaz indaga acerca do livre arbítrio: “não existe escolha, então, ninguém pode dizer não ao paraíso?” E Bell retruca, “acho que você pode dizer não ao paraíso e neste caso talvez você fique em algum estado de rejeição ou resistência. Talvez seja esse o estado que as pessoas chamam de ‘inferno’”. Bom, parece por esta resposta que para Bell o inferno é na verdade o céu, só que os condenados no céu viverão em estado constante de rejeição e resistência a Deus. Mas, qual o céu disto e neste ponto, em que difere do inferno? Vá entender... e é claro, de onde ele tirou esta ideia? Se não temos na Bíblia informação suficiente para saber se o céu e o inferno existem, muito menos para uma teoria destas.

Não é difícil identificarmos as origens destas contradições tão óbvias no pensamento de Rob Bell.


A primeira e mais importante é que ele rejeita o ensino de Jesus Cristo nos Evangelhos sobre o inferno e o céu. Se Jesus era a personificação do Deus que é amor – e amor é, para Bell, o mais importante, senão o único, atributo de Deus – este é um fato que não pode ser desprezado. Eis alguns poucos exemplos:
·         Mat 5:22  Eu, porém, vos digo que todo aquele que sem motivo se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito aoinferno de fogo.
·         Mat 5:29 Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno.
·         Mat 5:30  E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não vá todo o teu corpo para oinferno.
·         Mat 10:28  Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.
·         Mat 11:23  Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até aoinferno; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido até ao dia de hoje.
·         Mat 16:18  Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
·         Mat 18:9  Se um dos teus olhos te faz tropeçar, arranca-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida com um só dos teus olhos do que, tendo dois, seres lançado no inferno de fogo.
·         Mat 23:15  Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós!
·         Mat 23:33  Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação doinferno?
·         Marcos 9:43  E, se tua mão te faz tropeçar, corta-a; pois é melhor entrares maneta na vida do que, tendo as duas mãos, ires para o inferno, para o fogo inextinguível·         Marcos 9:45  E, se teu pé te faz tropeçar, corta-o; é melhor entrares na vida aleijado do que, tendo os dois pés, seres lançado no inferno·         Marcos 9:47  E, se um dos teus olhos te faz tropeçar, arranca-o; é melhor entrares no reino de Deus com um só dos teus olhos do que, tendo os dois seres lançado no inferno,
·         Lucas 10:15  Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno.
·         Lucas 12:5  Eu, porém, vos mostrarei a quem deveis temer: temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno. Sim, digo-vos, a esse deveis temer.
·         Lucas 16:23  No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio.
·         Mat 13:42 e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes.
·         Mat 3:12 A sua pá, ele a tem na mão e limpará completamente a sua eira; recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível.
·         Mat 25:41 Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna.
·         João 15:6 Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam.
·         Mat 22:13 Então, ordenou o rei aos serventes: Amarrai-o de pés e mãos e lançai-o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes.

terça-feira, 29 de maio de 2012

A Receita do Pastor com Sucesso - Paul Tripp


Estou convencido de que muitos dos problemas no ambiente pastoral resultam de uma definição nada bíblica dos ingredientes essenciais do sucesso para o ministério. É claro que muitos futuros candidatos esperam uma "vibrante caminhada com o Senhor", mas essas palavras ficam geralmente desfiguradas através de um processo que faz poucas perguntas nesta área e espera grandes respostas. Estamos realmente interessados em conhecimento (teologia correta), capacidade (boa pregação), filosofia ministerial (edificação da igreja), e experiência (é o seu primeiro pastorado?). Já ouvi de líderes da igreja, em momentos de crise pastoral, dizer muitas vezes: "Não conhecemos o homem que contratamos."
O que significa conhecer o homem? Significa saber qual é a verdadeira condição do seu coração - até onde seja possível. Do que ele realmente gosta, e o que despreza? Quais são suas esperanças, sonhos, temores? Quais são os desejos profundos que o entusiasmam ou o paralisam? O que ele pensa de si mesmo? Até que ponto está aberto à confrontação, a critica e ao encorajamento? Até que ponto está comprometido com a santificação?
Ate que ponto está aberto às tentações, fraquezas e fracassos? Até que ponto está preparado para ouvir e condescender com a sabedoria dos outros? Ele considera o ministério pastoral um projeto comunitário? Tem um coração manso, submisso? É simpático e hospitaleiro, é um pastor e está disposto para com aqueles que estão sofrendo? Que qualidades de caráter sua esposa e filhos costumam usar para descrevê-lo? Ele aplica a si mesmo as suas pregações? Seu coração se comove e sua consciência costuma se entristecer quando olha ara si mesmo no espelho da Palavra? Até que ponto sua vida devocional é robusta, consistente, alegre e vibrante?
O seu ministério flui com a emoção de sua comunhão devocional com o Senhor? Ele se atém a padrões elevados, ou se acostuma com a mediocridade? É sensível à experiência e às necessidades das pessoas que o ajudam no ministério? Personifica o amor e a graça do Redentor? Ignora pequenas ofensas? Está pronto a perdoar?  É crítico e costuma julgar os outros? Que diferença ele apresenta entre o pastor na igreja e o marido e pai em casa? Ele cuida do seu físico? Intoxica-se com a mídia ou a televisão? Como ele completaria esta sentença: "Se ao menos eu tivesse..........."?  Que sucesso tem no pastoreio da congregação que consiste da sua família?

A Verdadeira Condição do Coração do Pastor
O ministério do pastor nunca é apenas formado por sua experiência, conhecimentos e capacidade. Sempre se trata da verdadeira condição do seu coração. Na verdade, se o seu coração não estiver bem colocado, o conhecimento e a capacidade o tornam perigoso.
Os pastores geralmente lutam para encontrar uma comunhão viva, humilde, dependente, celebratória, adoradora, meditativa com Cristo. É como se Jesus tivesse abandonado o edifício. Há todo tipo de conhecimento e capacidade de ministério, mas parece divorciado de uma comunhão viva com o Cristo vivo e sempre presente. Toda esta atividade, conhecimentos e capacidade parecem receber combustível de outro lugar. O ministério se torna chocantemente impessoal. Contém conteúdo teológico, capacidade exegética, compromissos eclesiásticos e avanços institucionais. É uma preparação para o próximo sermão, atender o próximo item da agenda, e cumprir os requisitos de abertura da liderança. Trata-se de orçamentos, planos estratégicos e parcerias de ministério.
Nenhuma dessas coisas é errada em si mesma. Muitas delas são essenciais. Mas nunca devem constituir fins em si mesmos. Nunca deveriam ser a máquina que impele o veículo. Devem todas expressar alguma coisa mais profunda no coração do pastor.
O pastor deve estar interessado, deslumbrado, apaixonado pelo seu Redentor de maneira que tudo o que pensa, deseja, escolhe, decide, diz e faz é impelido pelo amor a Cristo e a segurança do repouso no amor de Cristo. Ele deve se expor regularmente, humilhar-se, assegurar-se e repousar na graça do Redentor. Seu coração deve amolecer dia a dia pela comunhão com Cristo de maneira que se torne um servo-líder amoroso, paciente, perdoador, encorajador e doador. Suas meditações sobre Cristo, sua presença, suas promessas e suas provisões não devem ser sobrepujadas por suas meditações sobre como fazer o seu ministério funcionar.

Proteção Contra Todos os Outros Amores
Apenas o amor a Cristo pode defender o coração do pastor contra todos os outros amores que têm o potencial de seqüestrar o seu ministério. Apenas a adoração a Cristo tem o poder de protegê-lo de todos os ídolos sedutores do ministério que sussurram aos seus ouvidos. Apenas a glória do Cristo ressuscitado vai guardá-lo da glória pessoal que tenta e destrói o ministério de tantos.
Apenas Cristo pode transformar um seminarista graduado, arrogante, materialista em um doador humilde e paciente da graça. Apenas gratidão profunda por um Salvador sofredor pode transformar um homem em servo sofredor no ministério. Apenas um quebrantamento diante do seu próprio pecado pode desenvolver graça para com indivíduos rebeldes entre os quais Deus o chamou para ministrar. Apenas quando sua identidade estiver firmemente enraizada em Cristo você poderá descobrir a liberdade de buscar a identidade no seu ministério.
Devemos ter o cuidado de definir capacidade ministerial e maturidade espiritual. Há o perigo de se pensar que os seminaristas formados que foram bem treinados e bem instruídos estão preparados para o ministério, ou achar que conhecimento, atividade e capacidade para o ministério é maturidade espiritual pessoal. A maturidade é uma coisa vertical que se expressa horizontalmente numa variedade extensa. A maturidade se refere ao relacionamento com Deus que resulta em uma vida sábia e humilde. A maturidade do amor a Cristo expressa-se no amor ao próximo.
A gratidão pela graça de Cristo se expressa na graça para com os outros. A gratidão pela paciência e o perdão de Cristo capacita-nos a sermos pacientes e perdoadores. A experiência diária da salvação do evangelho dá-nos paixão pelas pessoas que estão experimentando a mesma salvação. É a terra em que o verdadeiro sucesso ministerial se desenvolve.


Traduzido por: Yolanda Krievin
Editor: Tiago Santos
Copyright © Paul Tripp
Copyright © Editora FIEL 2012.

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

terça-feira, 1 de maio de 2012

As Misericórdias de Hoje para os Problemas de Hoje - John Piper


por John Piper
Uma parte da fé salvadora é a segurança de que amanhã teremos fé. Confiar em Cristo hoje inclui o crer que Ele lhe dará a confiança de amanhã, quando o amanhã chegar. Com freqüência, sentimos que nossa reserva de forças não será suficiente para mais um dia. E, de fato, não será. Os recursos de hoje são para hoje; e uma parte desses recursos é a confiança de que novos recursos nos serão dados amanhã.
O alicerce desta segurança é o maravilhoso ensino bíblico de que Deus determina para cada dia apenas a quantidade de problemas que este dia é capaz de suportar. Em nenhum dia, Deus permitirá que seus filhos sejam provados além do que a sua misericórdia para aquele dia suportará. Isso foi o que Paulo quis dizer em 1 Coríntios 10.13: “Nenhuma prova lhes tem sobrevindo, que não seja comum ao homem. Deus é fiel, e não permitirá que sejam provados além do que são capazes de agüentar, mas, com a prova, Ele também dará o meio de escape, para que possam suportá-la” (tradução do autor).
O antigo hino sueco “Dia a Dia” é baseado em Deuteronômio 33.25: “A tua força será como os teus dias” (ARC). O hino nos dá a mesma segurança:
Dia a dia e a cada momento que passa,
Acho forças para enfrentar minha provação;
Confiando na sábia outorga de meu Pai,
Não tenho motivo para temor ou inquietação.
A “sábia outorga de meu Pai” é equivalente à quantidade de problemas que podemos suportar a cada dia — e nenhum problema a mais:
Ele, cujo coração é imensuravelmente bom,
Com amor, dá a sua parte de prazer e dor,
E, a cada dia, o que julga o melhor dom
Mesclando com paz e descanso o intenso labor
Juntamente com a medida de dor para cada dia, Ele nos dá novas misericórdias. Este é o argumento de Lamentações 3.22-23: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade”.
As misericórdias de Deus são novas cada manhã, porque existem misericórdias suficientes para cada dia. É por isso que tendemos a entrar em desespero, quando pensamos que talvez possamos ou tenhamos de levar os fardos de amanhã com os recursos de hoje. Deus deseja que estejamos cientes de que não podemos. As misericórdias de hoje são para os problemas de hoje; as de amanhã, para os problemas de amanhã.
Às vezes, nos perguntamos se teremos misericórdia para permanecermos firmes em provas terríveis. Sim, teremos. Pedro disse: “Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus” (1 Pe 4.14). Quando a injúria nos sobrevém, o Espírito da glória se manifesta. Aconteceu com Estêvão, quando ele estava sendo apedrejado (At 7.55-60). Acontecerá com você. Quando o Espírito e a glória são necessários, eles surgem.
O maná no deserto foi dado uma vez por dia. Não havia armazenagem de maná. Essa é a maneira como temos de depender da misericórdia de Deus. Você não recebe hoje a força para levar os fardos de amanhã. Recebe misericórdias hoje para os problemas de hoje. Amanhã, as misericórdias serão renovadas. “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor” (1 Co 1.9). “Fiel é o que vos chama, e Ele também agirá!” (1 Ts 5.24 — tradução do autor.)
Extraído do livro: Uma Vida Voltada para Deus, de John Piper.
Copyright: © Editora FIEL
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O CRISTO!




Chegando Jesus à região de Cesaréia de Filipe, perguntou aos seus discípulos: "Quem os homens dizem que o Filho do homem é? "
Eles responderam: "Alguns dizem que é João Batista; outros, Elias; e, ainda outros, Jeremias ou um dos profetas".
"E vocês? ", perguntou ele. "Quem vocês dizem que eu sou? "
Simão Pedro respondeu:"Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo"
Mateus 16:13-16



O texto introdutório fala sobre um dos episódios mais marcantes no ministério de Jesus.
Não foi um momento a qual Jesus estava curando ou fazendo um grande milagre, mas foi um momento de profunda intimidade com os seus. Foi um momento de profunda confissão sobre a Pessoa de Jesus, o Homem-Deus.Foi um momento de glorificação inerente a Cristo.

Se fizéssemos hoje uma pesquisa a nível mundial com a seguinte pergunta: Quem Foi Jesus? Você já imaginou quais seriam as respostas?
Nesta era de tanto relativismo... Com toda a certeza a resposta não seria tão diferente como foi para o povo no tempo de Cristo.
O texto do evangelho descreve dois conceitos formados sobre a pessoa de Jesus: o conceito “Popular” e o “Espiritual”.

O Conceito Popular sobre Jesus – vs. 14
No conceito popular, Jesus estava sendo equiparado a João Batista; Elias; Jeremias ou outro profeta que ressuscitou. Obviamente era visto como um:
ü  “Personagem Religioso”; “Impunha respeito”.
ü  Um Profeta – era aquele que trazia a mensagem da parte de Deus (Porta Voz da Profecia).
Talvez esta comparação a João Batista ocorresse pelo fato de Jesus assim como João terem abalado as estruturas da Religião judaica.
Já Elias abalou o poder Político da Nação da mesma forme que Jesus em seu tempo.
Analisando o período a qual se passa este evento, Jesus estava passando por seu período de Rejeição assim como Jeremias.
Mas o fato mais marcante do conceito popular era que sem sombra de dúvidas Jesus era visto como um portador da mensagem Divina.

De fato o conceito popular acerca de Cristo era ainda muito superficial, faltava a eles algo, faltava-lhes olhar a Jesus com os olhos de Pedro, faltava-lhes a sensibilidade Espiritual que tocou a Pedro levando-o ao...

Conceito Espiritual sobre Jesus – vs. 16
Pedro sem pestanejar, declara: “Tu és o Cristo”! Isto é, Jesus era “O Ungido”, o “O Messias”. O que também nos traz a memória que sendo ele o Cristo, ele só podia ser: O Filho de Deus do Salmo 2:7; “O Profeta” superior a Moisés de Deuteronômio 18:15; O Cumprimento da Profecia! de Isaias 53.
Jesus não era simplesmente aquele que portava a profecia, Ele era a Profecia e também era o Cumprimento da Profecia!
Mais de 300 profecias no A.T confirmam Jesus como o Cristo:

Ø  O Messias nasceria de uma virgem [Isaías 7:14a, Lucas 1:34-35].
Ø  O Messias seria Emanuel, "Deus conosco." Isaías 7:14b, Mateus 1:21-23].
Ø  O Messias seria Deus [Isaías 7:14c, João 12:45].
Ø  O Messias seria Deus na forma de homem e habitaria entre o seu povo [Zacarias 2:10-11a, João 1:14].

Sabemos que nada menos do que Deus foi quem revelou esta verdade para Pedro (vs. 17). E por este motivo quero lhe fazer o seguinte questionamento:
O quão relevante é para você o entendimento de quem é Jesus?
Talvez à minutos seu conceito era o popular – Jesus era para você só mais um profeta.
Talvez você entenda claramente que Ele é o Messias, mas qual a relevância desta verdade para sua vida?
Ele é o Messias! Mas pode não ser o seu Messias.
Ele é Deus! Mas pode não ser o seu Deus. E isto é muito relevante!
Qual tem sido sua atitude para com a verdade da revelação de Deus?

Crentes, qual a sua reação a esta verdade? Tem proclamado O Messias? Ou tem se calado com tamanha verdade.
Assim como Pedro, Proclame Jesus, O Cristo!


Exaltare Domine  | Sê Exaltado, SENHOR!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A CRISE DA AUTORIDADE


A cultura humanista e individualista da sociedade pós-moderna se caracteriza, entre outras coisas, pela subversão do conceito de autoridade.



Esta subversão nega os tradicionais modelos de autoridade, começando pela rejeição da autoridade divina e consequentemente, pela rejeição da autoridade moral e espiritual da Igreja cristã e das Escrituras bíblicas.

Como consequência desta atitude, são rejeitados em seguida a autoridade moral do Estado sobre a sociedade civil, a autoridade dos pais sobre seus filhos, dos maridos em relação a suas famílias e dos empregadores, em relação a seus subordinados.

O homem pós-moderno declara sua plena emancipação de qualquer forma de autoridade moral e espiritual, reivindicando sua absoluta autonomia em relação à sua própria vida. Esta atitude muitas vezes leva à rebelião em relação às instâncias de autoridade secularmente instituídas.

Um exemplo recente disto é o atual protesto dos estudantes da USP contra a permanência de uma unidade da Policia Militar no campus da universidade.A medida foi tomada após a morte de estudante nas dependências do campus e após a constatação do uso indiscriminado de drogas pelos estudantes. A medida foi violentamente repudiada, taxada como fascista e se tornou alvo de acalorados protestos, dentro e fora do campus.

O apóstolo Paulo, já em seu tempo, havia comentado atitudes deste tipo:

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Limites de um servo - Pr. Wagner Amaral

http://prwagner.wordpress.com/
Há duas contrastantes realidades que fazem parte da vida da maioria dos que servem ao Senhor. De um lado, canseira; enfado; dúvidas; impossibilidade física; incapacidade técnica, moral, e espiritual. Quem, em algum momento, já não pensou em desistir? Aquela impressão terrível de que por mais que se faça nada parece resolver. O mal não retrocede; os problemas não param de chegar; as pessoas não mudam; e a sensação de incapacidade aumenta. Já percebeu que de vez em quando surge um artigo, ou carta, de um líder espiritual, revelando toda sua insatisfação e desânimo? O drama é o de lidar com a afirmação de Cristo: Quem tem posto a mão no arado, não pode mais olhar para trás.
É incrível o contraste desta realidade para com a do início da vida cristã, ou mesmo com a do ministério. Por exemplo, quando o novato pastor assume (na maior parte das vezes, completamente sozinho) tem a sensação de que tudo se resolverá (da maneira como gostaria). Tudo bem que o sorriso juvenil se dá mais pela conquista da formação do que pelo entendimento do “alegre” ministério que terá; mas, embeleza o rosto, e até anima aos demais. A convicção é a de que nada o fará retroceder; afinal, tudo pode naquele que o fortalece!

sábado, 24 de dezembro de 2011

O Homem Que é Deus

O Homem: No Natal surgiu em meio à história mundial um homem totalmente integrado nela, mas em muito superior a ela: Jesus Cristo. Ele é inteiramente diferente, singular. Movimentou o mundo como ninguém antes ou depois dEle. A Encyclopaedia Britannica utiliza 20.000 palavras para descrever a pessoa de Jesus. Sua descrição ocupa mais espaço que as biografias de Aristóteles, Cícero, Alexandre Magno, Júlio César, Buda, Confúcio, Maomé ou Napoleão Bonaparte. O homem Jesus tornou-se o maior tema da história mundial. Sobre nenhum outro se escreveu mais do que sobre Ele. A respeito de ninguém se discutiu tanto quanto sobre Jesus. Ninguém foi mais odiado, mas também mais amado; combatido, mas também mais louvado. Sobre nenhum outro foram feitas tantas obras de arte, hinos, poemas, discursos, e compêndios do que sobre Cristo. Diante dEle dividem-se as opiniões – uns gostariam de amaldiçoá-lO, outros testemunham que sua vida foi radicalmente mudada por Jesus e enchida de esperança. Não é possível imaginar a história humana sem Jesus. Na época do Natal, milhões comemoram Seu nascimento consciente ou inconscientemente. Na Páscoa, lembra-se da Sua morte e ressurreição; na Ascensão, da Sua volta para Deus; e no dia de Pentecostes do nascimento da igreja que leva Seu nome, a igreja cristã. – Será que Ele é mais que um homem
O Deus-Homem: A Bíblia diz que Cristo é, ao mesmo tempo e literalmente, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Lemos em 1 Timóteo 3.16: “Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele [Deus] que foi manifestado na carne...” E em 2 Coríntios 5.19 está escrito: “a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo...” A vida terrena de Jesus nos mostra que Ele foi ao mesmo tempo verdadeiro homem, mas continuou também verdadeiro Deus. Percebemos muitos contrastes em Sua vida, tanto provas da Sua inteira humanidade, como da Sua perfeita divindade. Por exemplo, Ele sentia cansaço, mas ao mesmo tempo podia chamar para Si os cansados e dar-lhes a paz (João 4.6; Mateus 11.28). Jesus teve fome, mas era o próprio pão da vida (Mateus 4.2; João 6.35). Cristo teve sede, sendo ao mesmo tempo a água viva (João 19.28; João 7.37). Ele enfrentou a agonia da morte, mas curou todos os tipos de doenças e aliviou qualquer dor. Jesus foi tentado pelo diabo, mas expulsou demônios (Lucas 4.2; Mateus 8.31). Ele vivia no tempo e no espaço, mas era desde a eternidade (João 8.58). Jesus disse: “...o Pai é maior do que eu”, e também: “Eu e o Pai somos um”, ou: “Quem me vê a mim vê o Pai” (João 14.28; João 10.30; João 14.9). Ele mesmo orava, como também respondia às orações (Lucas 6.12; Atos 10.31). Ele derramou lágrimas junto à sepultura de Lázaro, mas tinha o poder para ressuscitá-lo (João 11.35,43). Ele morreu, mas é a vida eterna – Jesus é o homem perfeito de Deus e o Deus perfeito dos homens.

Por que Deus tornou-se Homem? Ele veio para revelar Deus a nós. Em Jesus Cristo, Deus se manifestou da forma mais clara. Ele é a prova de que Deus não se afasta do pecador, mas se volta para ele e ama todos os homens. Jesus veio para convencer este mundo de sua pecaminosidade e necessidade de redenção. Ele veio para morrer, como homem sem pecado, pelo pecado dos homens, para se entregar como sacrifício por eles, por uma humanidade que tinha caído através do primeiro homem, Adão. Agora, os homens podem ser salvos por Ele. Por isso, Jesus é chamado também de “último Adão” (1 Coríntios 15.45). Ele veio para destruir as obras do diabo, para tirar o poder da morte e para vencer o pecado. Tornar-se homem em Jesus foi a única possibilidade de Deus resgatar um mundo perdido: “Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (João 3.17).
Ele voltará: Jesus voltará como era (Atos 1.11). Do modo como foi e subiu ao céu, no mesmo corpo, mas glorificado, Ele retornará. Jesus, o homem que é Deus, o filho de Maria, a criancinha de Belém, o jovem de Nazaré, o Mestre da Judéia que curava, o homem do Calvário, voltará como Rei da glória e como Senhor dos senhores.

Muitos homens, conquistadores, reis e ditadores, já quiseram ser deuses, mas todos fizeram o sangue de homens ser derramado por eles. O imperador romano Augusto (sublime), que conhecemos da história do Natal, fazia-se chamar de “kyrios” (senhor) e até de “soter” (salvador). Mas o Deus que se tornou homem deu Seu sangue por este mundo. Por isso, somente Ele é o Salvador, que diz também a você: “...quem crê no Filho tem a vida eterna...” (João 3.36). No homem perfeito Jesus, Deus torna perfeito a todo que O aceita em seu coração – você crê nEle. 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O Nascimento do Messias - Por Bruce Scott


No dia 19 de novembro de 1997 aconteceu algo extraordinário: Bobbi McCaughey, da cidade de Carlisle, Iowa (EUA), deu à luz a sete bebês saudáveis. Com a notícia do nascimento bem sucedido dos sétuplos, o mundo pareceu fazer uma pausa para refletir, maravilhado e assombrado. Paula Mahone, a médica que fez o parto, expressou o que estava no coração de cada um: “Esta é uma situação singular”, disse ela. “Eu consideraria isto um milagre.”

Há dois mil anos, ocorreu um nascimento ainda mais extraordinário, singular e miraculoso. Esse não produziu as manchetes que os sétuplos da família McCaughey provocaram. Na verdade, relativamente poucas pessoas souberam que ele havia ocorrido. No entanto, os efeitos desse evento não apenas dividiram nosso tempo em duas partes – a.C. e d.C. –, como também estabeleceram para sempre um testemunho vivo do amor e da fidelidade de Deus. Naquela noite nasceu o Messias. O nascimento de Jesus de Nazaré não foi prematuro, nem tardio. Ele nasceu no tempo exato, de acordo com a agenda profética de Deus. Não se tratou de um acidente, ou de um golpe do destino.  Tudo foi planejado, predito e prometido com centenas de anos de antecedência. O nascimento do Messias foi verdadeiramente uma vinda abençoada.


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Conhecimento e Maturidade


Por Kevin DeYoung
Quando comparados, eu prefiro um cristão maduro que tenha conhecimento teológico simples do que outro extremamente culto, versado, mas sem maturidade nenhuma. Mas, é claro que nenhuma dessas situações é desejável. Vou explicar.
Uma história com dois extremos
De um lado, temos o Sr. Rato-de-Biblioteca. Ele não completou ainda trinta anos de idade. É muito inteligente. Já leu Calvino, Edwards, Lutero e Bavinck. Conhece Warfield e Hodge, Piper e Carson, também. Desde que aceitou o Senhor na época da faculdade, o Sr. Rato tem buscado conhecimento. Ele ouve uma dúzia de sermões por semana no seu iPod. Tem mais discernimento sobre debates teológicos da atualidade do que a maioria dos pastores. Adora conferências cristãs — as boas, consistentes. O Sr. Rato sabe tudo sobre hermenêutica, propiciação, teologia da aliança, princípio regulador, e o ordo salutis. Está até aprendendo um pouco de Grego, Hebraico e Latim já sabe um pouquinho e, se tiver tempo, vai aprender ugarit.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Aos Pais Cristãos


Na vida, em casa com nossos filhos, passamos por momentos onde não sabemos o que fazer.
Segue os dez mandamentos dos pais cristãos:
           
  1. Dê a devida liberdade aos seus filhos. (Gálatas 5:1) - Devida não é total... Pense nisso.
  2. Permita que eles questionem os valores que significam muito para suas vidas (I Pedro 3:4) - A omissão de uma resposta pode ser o inicio de um longo problema. 
  3. Tenha paciência com suas manias passageiras (II Timóteo 4:5) - Elas passam rápido, aproveite todos os momentos com seu filho e tire proveito disso. 
  4. Exerça a autoridade sobre seus filhos sem irritá-los, estabeleça limites (Provérbios 22:28) - Lembre-se que é você quem 'Lidera' a casa. 
  5. Demonstre calor e simpatia, sem mimá-los muito, para não se tornarem inseguros (I Coríntios 14:20) - Não confunda amor com superproteção. 
  6. Aprenda com seus filhos, eles também tem lições maravilhosas para nos ensinar - Tenha seu filho como um professor em sua vida. 
  7. Aceite as falhas de seus filhos (Filipenses 4:6) – Você crescerá com isso também. 
  8. Seja leal aos seus filhos, compartilhe com eles a vida no lar (Efésios 4:25) - Não esqueça que seu filho, não importa a idade, também é um membro da sua casa. Merece atenção. 
  9. Seja intimo de seus filhos, torne-se seu confidente – É melhor você ser o melhor amigo do seu filho o que um estranho. 
  10. Seja enérgico, mas com SABEDORIA. (Tiago 1:5) - Não desconte a sua raiva em seus filhos, mas também não deixe de educá-los.

Tenha confiança, firmeza e sabedoria quando se deparar com um problema que envolve seu filho.
Lembre-se sempre que não estamos sozinhos, temos o Deus que pode nos orientar em todas as circunstâncias.
Por isso devemos andar em novidade de vida, ler a Palavra de Deus constantemente, guardando-as em nossos corações e proclamando com alegria que a Palavra do Nosso Deus é eficaz em nossas vidas!

Fonte: Desconhecida

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A procura de Algo Mais

É alarmante o número de cristãos que hoje estão a procura de recursos espirituais que já possuem. É uma busca fútil por algo mais. E uma noção falsa de que a salvação é insuficiente para transformar os crentes e equipá-los para a vida cristã. Acreditam eles que precisam de algo mais – mais de Cristo, mais do Espirito Santo, um tipo de experiência de êxtase, visões místicas, sinais, maravilhas, milagres, uma Segunda benção, línguas, níveis espirituais mais elevados. 
Mas, como temos visto, Ter Jesus é Ter todo recurso Espiritual. Tudo que necessitamos se acha n’Ele. Por isso devemos simplesmente aprender a usar os recursos que já possuímos n’Ele.

O texto a seguir faz parte de uma resenha que fiz ainda em tempos de seminário do capítulo oito do Livro: 
"Nossa Suficiência Em Cristo" de John F. MacArthur, Jr. - Ed. Fiel. pag. 157 - 178.

Cristo + Filosofia
A palavra “Filosofia” literalmente falando significa “o amor à sabedoria humana”. Em seu sentido mais amplo, é a tentativa da parte do homem para explicar a natureza do universo, incluindo os fenômenos de existência, pensamento, ética, comportamento, estética e assim por diante.
Paulo condenou com veemência qualquer teoria filosófica, a respeito de Deus, que professasse mostrar a causa da existência do mundo e oferecer orientação moral à parte da revelação divina como pode-se ver em Col. 2:8-10.
A frase “venha a enredar” transmite a idéia de um rapto e retrata o modo com como a heresia “Cristo + Filosofia” estava seqüestrando os colossenses para longe da verdade.
Por meio de “vãs sutilezas”. Fala assim de algo vazio, destituído da verdade, fútil, infrutífero e sem efeito.
A filosofia é inútil porque se fundamenta na “tradição dos homens” e nos “rudimentos do mundo”, e não em Cristo. A sabedoria humana não pode enriquecer a revelação dada por Deus. Mesmo o melhor da sabedoria humana é mera tolice em comparação com a infinita sabedoria de Deus.
Os cristãos, não precisam dirigir-se à sabedoria humana. Eles possuem a mente de Cristo, e a perfeita e incompreensível sabedoria de Cristo se revela a nós na palavra de Deus. Col. 2:9,10.

Cristo + Legalismo
Paulo se dirigia em Col. 2:16,17. A pessoas legalistas que estavam na igreja e acreditavam, que somente um relacionamento pessoal, vital e profundo com Cristo não é suficiente para satisfazer a Deus. Eles haviam acrescentados regras e requisitos que governavam o exercício de certos deveres que eles achavam essenciais a espiritualidade – regras sobre o comer, o beber, o vestir e a aparência, rituais religiosos e assim por diante.
Um evangelho de obras efetuado pelo homem não é nenhum evangelho. Se batismo, orações, jejuns, uso de vestes especiais, presença na igreja, vários tipos de abstinência ou outros deveres religiosos são necessário para ganhar a salvação, então a obra de Cristo não é verdadeiramente suficiente. Isso é zombar do evangelho.
O Legalismo é uma ameaça às igrejas tanto hoje como foi em colossos. Hoje em dias há muitas pessoas que baseiam sua salvação em suas obras, ao invés de confiar sua salvação unicamente em Cristo; negando desta forma a suficiência total no Senhor Jesus Cristo.

Cristo + Misticismo
Os Cristãos em Colossos estavam sendo intimidados por pessoas que alegavam Ter uma experiência mais elevada, profunda e ampla com Deus do que aquela que só Cristo pode conceder. Eles eram os místicos. Alegavam eles haver tido comunhão com anjos através de visões ou experiências místicas.
O misticismo ainda está bem vivo hoje; as pessoas que hoje dizem Ter visões celestiais ou experiências fascinantes estão simplesmente inchadas de com vãs noções, usando suas alegações para angariar gloria para si. E como escreveu Paulo aos crentes de Colossos, esse tipo de misticismo é produto de uma mente orgulhosa e não Espiritual.
O misticismo moderno abraça um conceito de fé que de fato rejeita completamente a realidade e a racionalidade entrando assim em conflito direto com Cristo e a Escritura. Ele cresceu rapidamente porque promete o que tantas pessoas estão buscando: algo mais, algo melhor, algo mais rico, algo mais fácil. Algo que possa substituir uma vida de submissão a Palavra de Cristo.

Cristo + Ascetismo
Um asceta é alguém que vive uma vida de rigorosa auto-abnegação como meio de obter perdão de Deus. Assim para eles a verdadeira espiritualidade exigia pobreza extrema ou renúncia de tudo.
A auto-renúncia Bíblica não é uma tentativa de obter perdão ou espiritualidade através da auto-humilhação. Ao contrário, é uma resposta voluntária de um coração disposto a servir a Cristo a qualquer custo. O ascetismo é diferente. Ele é motivado por orgulho, e não pela humildade; é uma tentativa de realizar na força da carne, um relacionamento junto com Deus, o que só pode acontecer através de uma transformação divina por meio da fé em Cristo.

Cristo + Nada!
Devemos nos agarrar à suficiência em Cristo – nunca acrescentar a ela, nem retirando dela. Todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos nEle (Col. 2:3).Toda a plenitude da divindade habita corporalmente nEle (2:9). Temos sido aperfeiçoado nEle (2;10). E nada Jamais pode nos separar dEle (Rm. 8:35-39). Do que mais necessitamos?


Exaltare Domine  | Sê Exaltado, SENHOR!

sábado, 9 de julho de 2011

John MacArthur – Sobre a Épica Heresia de Rob Bell


Ninguém nas Escrituras tinha mais a dizer sobre o inferno do que Jesus. Nenhum mensageiro inflexível de condenação, nenhum profeta inflamado do Antigo Testamento, nenhum escritor imprecatório de salmos e nenhum apóstolo entusiasmado (incluindo os irmãos Boanerges) – nem mesmo todos eles juntos – mencionaram o inferno com mais frequência ou o descreveram em termos mais assuntadores do que Jesus.
E o inferno sobre o qual Jesus falou não era meramente alguma ordem terrena, algum estado da mente, ou uma prisão ou purgatório temporário. Jesus descreveu o inferno como um “lugar de tormento” no após vida (Lc 16.28) – lugar onde “o fogo nunca se apaga” (Mc 9.43), “onde seu verme não morre e o fogo não se apaga” (v. 48). É um lugar onde há “pranto e ranger de dentes” (Mt 25.30) – lugar de “tormento eterno” (v. 46).
"Rob Bell está claramente insatisfeito com os ensinamentos de Jesus sobre o Inferno".

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Como remover as máscaras - por Hernandes Dias Lopes

Se as pessoas nos conhecessem como Deus nos conhece ficariam escandalizadas. Se as pessoas pudessem ler todos os nossos pensamentos, ouvir todas as vozes que abafamos dentro de nós e auscultar todos os desejos do nosso coração afatar-se-iam de nós com assombro. Somos, muitas vezes, um ser ambíguo e contraditório. Queremos uma coisa e fazemos outra. Exigimos dos outros aquilo que nós mesmos não praticamos. Condenamos nos outros aquilo que não temos coragem de confrontar em nós mesmos. Para manter nossas aparências usamos máscaras, muitas máscaras. Se você diz que nunca usou uma máscara, é muito provável que esteja acabando de afivelar a máscara da mentira em seu rosto. Algumas máscaras são muito atraentes. Encantam as pessoas. Elas passam a nos admirar não por quem somos, mas por quem aparentamos ser. O profeta Samuel ficou impressionado com Eliabe, filho mais velho de Jessé, e pensou que estava diante do ungido de Deus. Mas, o Senhor lhe corrigiu dizendo: “Não atenteis para a sua aparência, eu vejo o coração”. Vamos, aqui descrever três máscaras que ostentamos:

1. A máscara da piedade. O apóstolo Paulo em 2Coríntios 3.12-18 fala que nós não somos como Moisés, que colocava véu sobre a face, para que as pessoas não atentassem para a glória desvanecente do seu rosto. Moisés foi um homem ousado. Enfrentou com grande galhardia Faraó e seus exércitos. Liderou o povo de Israel em sua heróica saída do cativeiro. Porém, houve um dia em que Moisés deixou de ser ousado e colocou uma máscara. Foi quando desceu do Monte Sinai. Seu rosto brilhava. Então, colocou um véu para que as pessoas pudessem se aproximar dele. De repente, Moisés percebeu que o brilho da glória de Deus estava se desvanecendo de seu rosto. Porém, ele continuou com o véu. Ele não queria que as pessoas soubessem que a glória estava acabando. Moisés manteve o véu para impressionar as pessoas. Ele usou a máscara da piedade. Muitas vezes as pessoas ficam impressionadas com a beleza das máscaras que usamos. Elas ficam admiradas da propaganda que fazemos da nossa espiritualidade. Pensam que por trás do véu existe uma luz brilhando, quando na verdade, esse brilho já se apagou a muito tempo.

2. A máscara da autoconfiança. O apóstolo Pedro era um homem de sangue quente. Falava muito e pensava pouco. Um dia, disse a Jesus que estava pronto a ir com ele para a prisão. E mais: ainda que todos os demais discípulos o abandonassem, ele jamais faria isso, pois estava pronto a morrer por Jesus. Pedro pensava que era melhor e mais consagrado do que seus condiscípulos. Era do tipo de crente que confiava no seu taco. Dizia com todas as letras: a corda nunca roe do meu lado. Mas, aquela máscara tão grossa de autoconfiança não passava de um fina camada de verniz de consumada covardia. Quando foi colocado à prova, Pedro dormiu em vez de vigiar. Pedro abandonou Jesus em vez de ir com ele para a prisão. Pedro seguiu Jesus de longe, em vez de estar ao lado de seu Mestre. Pedro negou a Jesus em vez de morrer por ele. Não é diferente conosco. Passamos uma imagem de que somos muito firmes e fiéis. Até fazemos propaganda de nossa fidelidade incondicional a Jesus. Mas, não poucas vezes, essa autoconfiança não passa de uma máscara para impressionar as pessoas.

3. A máscara da hipocrisia. Os fariseus eram os santarrões que tocavam trombetas acerca de sua espiritualidade. Faziam propaganda de sua piedade. Julgavam-se melhores do que os outros. Achavam que só eles eram fiéis. Quem não concordasse com eles, estava riscado do seu mapa. Eram especialistas em ver um cisco no olho de outra pessoa, mas não enxergavam a trave que estava em seus olhos. Porém, toda aquela aparência de santidade não passava de uma máscara de hipocrisia. A espiritualidade dos fariseus era só casca, apenas propaganda falsa. Jesus chamou os fariseus de hipócritas, ou seja, atores que representam um papel. Disse, ainda que eles eram como sepulcros caiados, bonitos por fora, mas cheios de rapina por dentro. Precisamos humildemente entender que somente pelo poder do Espírito Santo poderemos remover essas máscaras. Vamos começar a fazer isso?

Fonte: Palavra da Verdade

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